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Lista de dipluros (Hexapoda: Diplura) do Brasil

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Zenodo2026-08-05 更新2026-08-13 收录
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Os Diplura, cujo nome deriva do grego e significa “duas caudas”, constituem uma classe de hexápodes e representam um grupo-irmão dos insetos verdadeiros. São organismos de corpo alongado, desprovidos de olhos, sem pigmentação corporal, com exceção das cerdas esclerotizadas presentes em algumas espécies, e completamente ápteros. O comprimento corporal varia entre 2 e 50 mm, embora a maior parte das espécies conhecidas apresente dimensões entre 7 e 10 mm. Uma das características morfológicas mais marcantes do grupo é a presença de um par de apêndices caudais, denominados cercos, que podem apresentar forma filamentosa ou de pinça, dependendo da família considerada. Os dipluros habitam principalmente os primeiros centímetros do solo, a serapilheira e o húmus de ambientes florestais, sendo raramente observados em campo em razão de seu pequeno porte e de seus hábitos subterrâneos. Possuem vesículas eversíveis localizadas no ventre abdominal, estruturas que auxiliam na regulação hídrica por meio da absorção de umidade do ambiente, característica que explica sua forte associação com habitats úmidos. Além do solo superficial, esses organismos também podem ser encontrados em cavernas, troncos em decomposição, sob pedras e associados a ninhos de formigas e cupins. Sob o ponto de vista trófico, os dipluros apresentam hábitos alimentares distintos de acordo com sua morfologia caudal. Os representantes com cercos em forma de pinça, pertencentes à família Japygidae, são predominantemente predadores, alimentando-se de colêmbolos, ácaros, larvas de insetos e outros pequenos invertebrados do solo. Em contraste, os táxons com cercos filamentosos, principalmente da família Campodeidae, alimentam-se de fungos, matéria orgânica em decomposição e microartrópodes. Como integrantes da mesofauna edáfica, desempenham papel importante nos processos de decomposição e na ciclagem de nutrientes nos ecossistemas terrestres. Os dipluros também são reconhecidos como importantes bioindicadores da qualidade do solo. Sua elevada sensibilidade à presença de metais pesados, pesticidas e processos de compactação edáfica torna o grupo particularmente útil em estudos de monitoramento ambiental. Apesar de sua relevância ecológica, ainda permanecem relativamente pouco estudados no Brasil, e a diversidade real do grupo no país provavelmente supera de forma significativa o número de espécies formalmente descritas até o momento. O Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil (CTFB; http://fauna.jbrj.gov.br/) constitui um banco de dados público sobre biodiversidade, disponibilizado desde 2015, que reúne nomes científicos válidos e reconhecidos por especialistas para os animais registrados no país. Atualizado continuamente por uma equipe composta por mais de 1000 especialistas, o CTFB reunia, em janeiro de 2024, cerca de 125.140 espécies válidas (Boeger et al., 2024), enquanto atualmente esse número se aproxima de 134 mil espécies válidas. Trata-se de uma das mais abrangentes iniciativas de curadoria taxonômica voltadas à megadiversidade faunística brasileira. Os dados aqui apresentados referem-se aos registros de Diplura no CTFB, atualizados em maio de 2026 (Rafael, 2026). A lista apresenta os táxons de Diplura registrados para o Brasil, organizados por família, gênero, subgênero, espécie e subespécie, conforme disponibilizado pelo sistema. Os nomes de autor e respectivas datas seguem as recomendações do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica (ICZN). Atualmente, o Brasil registra quatro famílias de Diplura: Campodeidae, com cinco espécies ou subespécies válidas; Japygidae, com 14 espécies ou subespécies; Parajapygidae, com duas espécies; e Projapygidae, com nove espécies. Entre essas, Japygidae representa a família com maior diversidade conhecida no país, especialmente em função da riqueza concentrada no gênero Austrjapyx Silvestri, 1948. O CTFB registra tanto nomes válidos quanto sinonímias, sendo a revisão e a depuração desses registros fundamentais para a estabilidade nomenclatural do grupo e para a eficiência das buscas no sistema público. Grande parte das descrições de espécies brasileiras deve-se a Filippo Silvestri (1873–1949), entomólogo italiano cujos estudos pioneiros realizados no início do século XX estabeleceram as bases do conhecimento sobre a diplurofauna neotropical. Trabalhos posteriores, como os de Condé (1997) e Pagès (2000), demonstram que novas espécies continuam sendo registradas, especialmente em ambientes cavernícolas e em regiões florestais ainda pouco amostradas. Os Diplura representam um componente discreto, porém ecologicamente relevante, da fauna edáfica brasileira. A lista aqui apresentada, baseada no CTFB, constitui uma referência fundamental para pesquisadores interessados na diversidade, sistemática e ecologia desse grupo no Brasil. A ampliação dos esforços de coleta, particularmente em biomas ainda insuficientemente amostrados, como Amazônia, Caatinga e Cerrado, provavelmente revelará uma riqueza taxonômica substancialmente superior à atualmente conhecida. Conteúdo dos arquivos: Disponibilizamos um arquivo em formato .csv incluindo uma aba. O conteúdo das abas está organizado da seguinte forma, respectivamente: "Diplura 05-viii-2026.csv" – Lista detalhada das espécies de Diplura que ocorrem no Brasil. O arquivo em formato .pdf (CTFB - Diplura Borner 1904.pdf) possui todas as páginas de Diplura (em ordem taxonômica) disponíveis ao público no site do CTFB. Por fim, um arquivo compactado em formato .zip (Brazilian Diplura.zip) disponibiliza as descrições originais das espécies listadas para a compilação da presente lista do Brasil. Lista taxonômica no CTFB: Classe Diplura Börner, 1904 Subordem Rhabdura Cook, 1896 Superfamília Campodeoidea Lubbock, 1873 Família Campodeidae Lubbock, 1873 Subfamília Campodeinae Lubbock, 1873 Gênero Campodea Westwood, 1842 Subgênero Campodea (Campodea) Westwood, 1842 Espécie C. (Campodea) mineri Silvestri, 1931 Subgênero Campodea (Dicampa) Silvestri, 1932 Espécie C. (Dicampa) ameghinoi Silvestri, 1931 Gênero Cocytocampa Paclt, 1957 Espécie C. brasiliensis (Wygodzinsky, 1944) Gênero Oncinocampa Condé, 1982 Espécie O. trajanoae Condé, 1997 Subfamília Lepidocampinae Allen, 2002 Gênero Lepidocampa Oudemans, 1890 Espécie L. juradii Silvestri, 1931 Subespécie L. j. juradii Silvestri, 1931 Superfamília Projapygoidea Cook, 1896 Família Projapygidae Cook, 1896 Gênero Pentacladiscus San Martín, 1963 Espécie P. magnegarzoni San Martin, 1963 Espécie P. schubarti San Martin, 1963 Gênero Projapyx Cook, 1899 Espécie P. brasiliensis Silvestri, 1938 Gênero Symphylurinus Silvestri, 1909 Espécie S. almeidai Wygodzinsky, 1946 Espécie S. antenofloridus San Martin, 1964 Espécie S. arlei Wygodzinsky, 1942 Espécie S. discretus Silvestri, 1938 Espécie S. grassii Silvestri, 1909 Espécie S. palermi San Martin, 1967 Espécie S. paratus Silvestri, 1938 Espécie S. travassosi Silvestri, 1938 Subordem Dicellurata Cook, 1896 Superfamília Japygoidea Lubbock, 1873 Família Japygidae Meinert, 1865 Subfamília Japyginae Meinert, 1865 Gênero Austrjapyx Silvestri, 1948 Espécie A. autuorii Silvestri, 1948 Subespécie A. a. autuorii Silvestri, 1948 Subespécie A. a. paranensis Silvestri, 1948 Espécie A. bitancourtii Silvestri, 1948 Espécie A. chapecoi Smith & González, 1964 Espécie A. neotropicalis (Silvestri, 1902) Subespécie A. n. neotropicalis (Silvestri, 1902) Subespécie A. n. progressa Silvestri, 1948 Espécie A. rochalimai Silvestri, 1948 Espécie A. teutonius Smith & González, 1964 Espécie A. travassosi Silvestri, 1948 Subespécie A. t. regressa Silvestri, 1948 Subespécie A. t. travassosi Silvestri, 1948 Gênero Hapljapyx Silvestri, 1948 Espécie H. carinii Silvestri, 1948 Espécie H. lopesi Silvestri, 1948 Subespécie H. l. lopesi Silvestri, 1948 Subespécie H. l. robustior Silvestri, 1948 Espécie H. meyerii Silvestri, 1948 Subfamília Provalljapyginae Smith, 1959 Gênero Provalljapyx Silvestri, 1948 Espécie P. brasiliensis Smith, 1962 Espécie P. lanei Silvestri, 1948 Família Parajapygidae Womersley, 1939 Gênero Parajapyx Silvestri, 1903 Espécie P. adisi Pagès, 2000 Espécie P. bahianus Silvestri, 1948 Espécie P. brasilianus Silvestri, 1948 Subespécie P. b. brasilianus Silvestri, 1948 Subespécie P. b. meridionalis Silvestri, 1948 Subespécie P. b. orientalis Silvestri, 1948 TÁXONS ESPÉCIES SUBESPÉCIES Campodeidae 5 1 Projapygidae 11 0 Japygidae 12 3 Parajapygidae 3 2 TOTAL 31 6 ________________________________________ Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil (CTFB) - link: http://fauna.jbrj.gov.br/fauna List of diplurans (Hexapoda: Diplura) from Brazil Diplura, whose name derives from the Greek meaning "two tails," constitute a class of hexapods and represent the sister group of true insects. They are elongated organisms, entirely devoid of eyes, lacking body pigmentation, with the exception of sclerotized setae present in some species, and completely apterous. Body length ranges from 2 to 50 mm, although most known species fall between 7 and 10 mm. One of the most distinctive morphological features of the group is the presence of a pair of caudal appendages, termed cerci, which may be filamentous or forcipate (pincer-like) in form, depending on the family. Diplurans inhabit primarily the uppermost centimeters of soil, leaf litter, and humus in forest environments, and are rarely observed in the field owing to their small size and subterranean habits. They bear eversible vesicles on the ventral surface of the abdomen, structures that assist in water balance regulation through environmental moisture absorption, a trait that accounts for their strong association with humid habitats. Beyond superficial soil horizons, these organisms may also be found in caves, decaying logs, beneath stones, and in association with ant and termite nests. From a trophic perspective, diplurans exhibit distinct feeding strategies according to their caudal morphology. Representatives bearing forcipate cerci, belonging to the family Japygidae, are predominantly predatory, feeding on collembolans, mites, insect larvae, and other small soil invertebrates. In contrast, taxa with filamentous cerci, chiefly within the family Campodeidae, feed on fungi, decomposing organic matter, and microarthropods. As members of the soil mesofauna, diplurans play an important role in decomposition processes and nutrient cycling in terrestrial ecosystems. Diplurans are also recognized as significant bioindicators of soil quality. Their heightened sensitivity to heavy metals, pesticides, and soil compaction makes the group particularly useful in environmental monitoring studies. Despite their ecological relevance, they remain comparatively understudied in Brazil, and the true diversity of the group in the country likely substantially exceeds the number of formally described species to date. The Taxonomic Catalog of the Brazilian Fauna (CTFB; http://fauna.jbrj.gov.br/) is a public biodiversity database, available since 2015, that compiles valid scientific names recognized by specialists for animals recorded in Brazil. Continuously updated by a team of over 1,000 specialists, the CTFB contained approximately 125,140 valid species as of January 2024, a figure that currently approaches 134,000 valid species. It stands as one of the most comprehensive taxonomic curation initiatives dedicated to Brazil's faunal megadiversity. The data presented here refer to Diplura records in the CTFB, updated as of July 2026 (http://fauna.jbrj.gov.br/fauna/faunadobrasil/43). The checklist presents Diplura taxa recorded for Brazil, organized by family, genus, subgenus, species, and subspecies, as made available by the system. Author names and corresponding dates follow the recommendations of the International Code of Zoological Nomenclature (ICZN). Brazil currently harbors four families of Diplura: Campodeidae, with five valid species or subspecies; Japygidae, with 14 species or subspecies; Parajapygidae, with two species; and Projapygidae, with nine species. Among these, Japygidae represents the most diverse family known from the country, particularly given the richness concentrated within the genus Austrjapyx Silvestri, 1948. The CTFB records both valid names and synonymies, and the revision and resolution of these records are fundamental to the nomenclatural stability of the group and to the efficiency of searches within the public system. A large portion of the species descriptions of Brazilian taxa are attributed to Filippo Silvestri (1873–1949), an Italian entomologist whose pioneering studies in the early twentieth century established the foundations of knowledge on the Neotropical dipluran fauna. Subsequent works, notably those of Condé (1997) and Pagès (2000), demonstrate that new species continue to be recorded, particularly from cave environments and from forest regions that remain insufficiently surveyed. Diplurans represent a discreet yet ecologically significant component of the Brazilian soil fauna. The checklist presented here, based on the CTFB, provides a foundational reference for researchers interested in the diversity, systematics, and ecology of this group in Brazil. Expanded collecting efforts, particularly in biomes that remain inadequately sampled, such as the Amazon, Caatinga, and Cerrado, will likely reveal a taxonomic richness substantially greater than that currently known. Contents of the files: One .csv files is provided, containing a single worksheet. The contents of the worksheets are organized as follows, respectively: "Diplura 05-viii-2026.csv" – Detailed checklist of the Diplura species occurring in Brazil. The .pdf file (CTFB - Diplura Borner 1904.pdf) contains all Diplura pages (in taxonomic order) publicly available on the CTFB website. Finally, a compressed .zip file (Brazilian Diplura.zip) provides the original species descriptions used in the compilation of the present checklist of Brazilian Diplura. Taxonomic list in CTFB: Class Diplura Börner, 1904 Suborder Rhabdura Cook, 1896 Superfamily Campodeoidea Lubbock, 1873 Family Campodeidae Lubbock, 1873 Subfamily Campodeinae Lubbock, 1873 Genus Campodea Westwood, 1842 Subgenus Campodea (Campodea) Westwood, 1842 Species C. (Campodea) mineri Silvestri, 1931 Subgenus Campodea (Dicampa) Silvestri, 1932 Species C. (Dicampa) ameghinoi Silvestri, 1931 Genus Cocytocampa Paclt, 1957 Species C. brasiliensis (Wygodzinsky, 1944) Genus Oncinocampa Condé, 1982 Species O. trajanoae Condé, 1997 Subfamily Lepidocampinae Allen, 2002 Genus Lepidocampa Oudemans, 1890 Species L. juradii Silvestri, 1931 Subpecies L. j. juradii Silvestri, 1931 Superfamily Projapygoidea Cook, 1896 Family Projapygidae Cook, 1896 Genus Pentacladiscus San Martín, 1963 Species P. magnegarzoni San Martin, 1963 Species P. schubarti San Martin, 1963 Genus Projapyx Cook, 1899 Species P. brasiliensis Silvestri, 1938 Genus Symphylurinus Silvestri, 1909 Species S. almeidai Wygodzinsky, 1946 Species S. antenofloridus San Martin, 1964 Species S. arlei Wygodzinsky, 1942 Species S. discretus Silvestri, 1938 Species S. grassii Silvestri, 1909 Species S. palermi San Martin, 1967 Species S. paratus Silvestri, 1938 Species S. travassosi Silvestri, 1938 Suborder Dicellurata Cook, 1896 Superfamily Japygoidea Lubbock, 1873 Family Japygidae Meinert, 1865 Subfamily Japyginae Meinert, 1865 Genus Austrjapyx Silvestri, 1948 Species A. autuorii Silvestri, 1948 Subpecies A. a. autuorii Silvestri, 1948 Subpecies A. a. paranensis Silvestri, 1948 Species A. bitancourtii Silvestri, 1948 Species A. chapecoi Smith & González, 1964 Species A. neotropicalis (Silvestri, 1902) Subpecies A. n. neotropicalis (Silvestri, 1902) Subpecies A. n. progressa Silvestri, 1948 Species A. rochalimai Silvestri, 1948 Species A. teutonius Smith & González, 1964 Species A. travassosi Silvestri, 1948 Subpecies A. t. regressa Silvestri, 1948 Subpecies A. t. travassosi Silvestri, 1948 Genus Hapljapyx Silvestri, 1948 Species H. carinii Silvestri, 1948 Species H. lopesi Silvestri, 1948 Subpecies H. l. lopesi Silvestri, 1948 Subpecies H. l. robustior Silvestri, 1948 Species H. meyerii Silvestri, 1948 Subfamily Provalljapyginae Smith, 1959 Genus Provalljapyx Silvestri, 1948 Species P. brasiliensis Smith, 1962 Species P. lanei Silvestri, 1948 Family Parajapygidae Womersley, 1939 Genus Parajapyx Silvestri, 1903 Species P. adisi Pagès, 2000 Species P. bahianus Silvestri, 1948 Species P. brasilianus Silvestri, 1948 Subpecies P. b. brasilianus Silvestri, 1948 Subpecies P. b. meridionalis Silvestri, 1948 Subpecies P. b. orientalis Silvestri, 1948 TAXA SPECIES SUBPECIES Campodeidae 5 1 Projapygidae 11 0 Japygidae 12 3 Parajapygidae 3 2 TOTAL 31 6 ________________________________________ Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil (CTFB) - link: http://fauna.jbrj.gov.br/fauna

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