Spatial dataset of morbidity and mortality associated with climate change through socioeconomic indicators using deep learning
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Esses dados são provenientes do projeto de pesquisa intitulado “Análise da correlação espacial por deep learning de taxas de morbimortalidade com indicadores associados às mudanças climáticas e socioeconômicas”, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e refere-se ao Processo CNPq: 444734/2023-6. Resumo do projeto: Mudanças climáticas e desigualdades socioeconômicas influenciam o padrão espacial de morbimortalidade de doenças crônicas e transmitidas por vetores. Considerando isso, essa pesquisa analisou a autocorrelação espacial das taxas de morbimortalidade de Doenças Respiratórias, Doenças Circulatórias, Leishmaniose, Dengue, Febre Amarela e Malária, em municípios brasileiros no período de 1999 a 2023. Empregamos o Índice de Moran Global (GISA) e o Índice de Moran Local (LISA) juntamente com técnicas de aprendizado profundo para avaliar esses padrões. Além disso, examinamos a relação entre taxas de morbimortalidade e variáveis socioeconômicas e ambientais, incluindo PIB per capita, densidade demográfica, índice de urbanização e emissões de gases de efeito estufa (GEE). Os resultados revelam que as taxas de morbimortalidade para Doenças Circulatórias e Respiratórias exibem padrões espaciais distintos ao longo do tempo, com uma redução notável na autocorrelação espacial e uma redistribuição de casos. Além disso, variações significativas foram observadas nas correlações entre taxas de mortalidade e fatores socioeconômicos, particularmente no que diz respeito ao PIB per capita e ao nível educacional. As regiões Norte e Nordeste do Brasil, caracterizadas por níveis mais elevados de vulnerabilidade socioeconômica, apresentaram autocorrelação espacial mais forte. Quanto às Doenças Respiratórias, apesar da redução das taxas ao longo do tempo, verificou-se a persistência de clusters de alto risco nas regiões Sul e Sudeste, especialmente entre idosos e indivíduos com maior escolaridade. As emissões de GEE mantiveram padrões espaciais distintos ao longo do período, com CH₄ (Metano) apresentando relativa estabilidade, enquanto CO₂ (Dióxido de carbono) e N₂O (Óxido nitroso) apresentaram aumento da autocorrelação espacial nos anos mais recentes. Os resultados reforçam a importância da análise espacial na identificação das desigualdades territoriais em saúde e fornecem subsídios para políticas públicas integradas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que visem mitigar os efeitos das mudanças climáticas e promover a equidade socioambiental. A análise de correlação expôs a complexidade dos determinantes, como por exemplo o PIB per capita atuando como fator de risco ou de proteção a depender do estrato demográfico (raça, escolaridade, idade). As predições realizadas demonstraram que não há um modelo universalmente eficaz para o território nacional, evidenciando a necessidade de abordagens customizadas para cada localidade/município, além dos desafios computacionais inerentes a análises de grande escala. O trabalho conclui reforçando a importância de políticas de saúde pública direcionadas, que considerem as particularidades territoriais e sociais, e disponibiliza seus métodos e resultados para garantir a reprodutibilidade e avanço da pesquisa na área.



