Intervenções no parto nos sistemas de informação do SUS.
收藏DataONE2023-07-14 更新2024-06-08 收录
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A pesquisa visa dar visibilidade, a granularidade e a qualidade do SINASC relacionadas à assistência ao parto, principalmente, nos aspectos relacionados às intervenções no parto, ou seja, as cesáreas eletivas, as cesáreas intraparto e a indução ao parto. Quer-se analisar a influência do uso apropriado ou inapropriado destas intervenções na morbidade e mortalidade perinatal e materna. Desde 2011, o SINASC contém as variáveis que permitiram caracterizar o parto segundo a Classificação de Robson (CR). Esta classificação se baseia em 6 conceitos obstétricos: paridade (nulípara, multípara), cesárea anterior (sim, não), início do trabalho de parto (espontâneo, induzido, cesárea anteparto), idade gestacional (termo ≥ 37 semanas, pré-termo ≤ 36 semanas), apresentação fetal (cefálica, pélvica, transversa) e número de fetos (única ou múltipla). Desde 2015 a OMS recomenda a utilização da CR para o monitoramento das cesáreas pois identifica os grupos de mulheres que precisam ser alvo de implementação de estratégias para redução de cesarianas. No entanto, o uso da classificação depende da alta completitude e da devida avaliação se o início do parto foi espontâneo. Na ausência de uma definição clara sobre o que seria “início do parto” após a implementação do novo formulário SINASC, vimos que há considerável confusão entre os partos são induzidos (em mulheres que não estavam trabalho de parto) e quais foram acelerados (estariam em trabalho de parto à admissão, foram usadas drogas para aumentar o ritmo e a intensidade das contrações uterinas). Além disso, em 2018, houve uma mudança na própria definição do que seria “trabalho de parto ativo” pela OMS, propondo que o aumento desnecessário do da cesárea e do uso de ocitocina no trabalho de parto poderia ser reduzido se o tratamento padrão para o primeiro estágio ativo fosse aplicado somente após a mulher ter atingido um limiar de dilatação cervical de 5 cm e a presença de contrações eficazes, o que é diferente das definições anteriores. As diretrizes do formulário SINASC 2011 não contemplam esses problemas, e são anteriores às novas diretrizes da OMS. Queremos aumentar a qualidade dessas informações cruciais e outras variáveis, para melhor usar a classificação de Robson, estudar as taxas de partos iniciados por profissionais, e outras análises destinadas a melhorar a experiência e a segurança da assistência ao parto. O projeto integrou dados do Sistema de Informação sobre nascidos vivos (SINASC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e ambos os sistemas são de notificação compulsória no território brasileiro. O SIM e o SINASC abrangem dados estatísticos, sociodemográficos e epidemiológicos. A análise foi realizada a partir de um corte espacial dos dados do município de São Paulo. A análise da base SINASC conta com 1.747.779 nascimentos, entre 2012 e 2020, ocorridos ou residentes no município de São Paulo. A integração das bases de dados foi feita tanto por meio de tarefas manuais, como por meio de ferramentas, tais como, o Microsoft Access. A integração determinística foi feita pelo número da DNV, presentes nos dois sistemas. E a integração probabilística foi feita pelo software “LinkaSUS” da Recovida (https://recovida.com.br/dados-abertos/). Foram identificados 17.738 óbitos de nascidos vivos, no linkage entre o SINASC e o SIM, com idade de 1 dia menor de um ano de idade. As bases tiveram tratamento de inconsistência nos campos: idade gestacional: exclusão dos valores fora do intervalo de 18 a 22 semanas; Grupos de Robinson: grupo 1 a 5 com IG menor e igual a 36 semanas e grupo 10 com IG maior e igual a 37 semanas; Idade do RN: idade entre 230 e 299; Foi criada uma base de dados com a integração dos dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde e o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) e no município de São Paulo, o Sistema Integrado de Gestão da Assistência à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SIGA) que permita a análise dos procedimentos realizados tanto pela gestante, no pré-natal, como pelo bebê durante e logo após o parto. O relacionamento dessas bases cumpriu 5 etapas: tratamento da base do SIGA, linkage, validações, descrições e cálculo de métricas.
创建时间:
2023-11-08



