Padrões espaciais subnacionais relativos à capacidade e à variedade de fontes de inovação no Brasil em 2022
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https://figshare.com/articles/dataset/Padr_es_espaciais_subnacionais_relativos_capacidade_e_variedade_de_fontes_de_inova_o_no_Brasil_em_2022/27984500
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A base de dados apresenta a segregação dos municípios brasileiros em padrões espaciais que refletem combinações de capacidades e variedades de fontes de inovação em uma escala subnacional em 2022 (PDR_2022). A base traz também a classificação, para cada um dos 5.569 municípios brasileiros, em nove grupos que representam padrões de interatividade entre agentes e atividades em escala municipal, expressando a combinação de capacidades, fontes de inovação, aprendizagem e desenvolvimento, sendo uma boa base para a regionalização apresentada.A caracterização foi feita usando a tipologia elaborada por Robinson et al. (2003), derivada da classificação de padrões de inovação para a produção industrial desenvolvida por Pavitt (1984) e da tipologia sobre inovação em serviços elaborada por van Ark, Broersma e Den Hertog (2003). Trata-se de uma classificação que considera a “crucial dependência da relação entre os insumos (relacionamento com o fornecedor), a empresa cliente ou consumidor final (relacionamento com o cliente) e a natureza da inovação processada dentro da própria empresa” (Robinson et al., 2003, p. 62). A tipologia se baseia na caracterização dos grupos de atividade econômica e do papel desempenhado por cada um deles como fontes de inovação, envolvendo a identificação de atividades que comportam capacidades distintas para impulsionar a interação e a cumulatividade na relação entre processos produtivos e inovações. A tipologia segrega por atividades: nas quais as inovações são amplamente dependentes de produtos dominados pelo fornecedor (BDF); nas quais as inovações são impulsionadas por demandas de clientes (CDS); nas quais predominam fornecedores de serviços especializados (FSE); nas quais as inovações são baseadas, sobretudo, na ciência (IBC); nas quais as inovações são baseadas na intensificação da escala (IIE); e que fornecem bens industriais especializados (IPE). Sendo complementada pela indicação de serviços: nos quais se destacam inovações organizacionais (SBI); dominados pelo fornecedor (SDF); e organização tipicamente não mercantil (SNM).Adotou-se a variável “número de pessoas ocupadas” como proxy para inferir a dimensão das combinações espaciais entre essas atividades. As informações se originam dos microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) relativas ao ano de 2022 e foram classificadas e seus valores agregados nos nove grupos de atividades citados. Dessa agregação resultaram nove novas variáveis (BDF, IIE, IPE, IBC, SDF, FSE, SBI, CDS, SNM) para cada caso. Elas compõem a matriz de informações que, submetidas às manipulações algébricas necessárias ao cálculo dos respectivos quocientes locacionais (BDF_QL, CDS_QL, FSE_QL, IBC_QL, IIE_QL, IPE_QL, SBI_QL, SDF_QL, e SNM_QL) que, uma vez padronizados, configuram vetores que permitem inferir a dimensão da especialização de cada município em relação a cada um dos nove grupos de atividades.Os quocientes locacionais padronizados (QL_Z) foram submetidos às técnicas de análise estatística capazes de captar o relacionamento espacial entre os indicadores de especialização municipal, cuja técnica de agrupamento é detalhadamente descrita em Monteiro (2022). Assim, a cada município (V1) pode então ser apresentado em agrupamentos disjuntos e complementares que contam com o maior grau de homogeneidade interna possível (PDR_2022), revelando padrões espaciais subnacionais que captam manifestações aparentes de diferentes arquétipos relativos às articulações espaciais entre agentes, capacidades e fontes de inovação, além de explicitar os potenciais de inovação endógenos e a existência de grandes diferenças entre eles.MONTEIRO, M. D. A. (2022). Capacidades endógenas, trajetórias tecnológicas e planos corporativos: limites a estratégias de desenvolvimento para a Amazônia. Revista Brasileira de Inovação, 21.PAVITT, K. Sectoral patterns of technical change: towards a taxonomy and a theory. Research Policy, Amsterdam, v. 13, n. 6, p. 343-373, 1984.ROBINSON, C. et al. Industry structure and taxonomies. In: O’MAHONY, M.; VAN ARK, B. (Org.). EU productivity and competitiveness: an industry perspective. Can Europe resume the catching-up process? Luxembourg: Office for Official Publications of the European Communities, 2003. p. 37-71.van Ark, H. H., Broersma, L., & den Hertog, P. (2003). Services innovation, performance and policy: A review, synthesis report in the framework of the project Structurele informatievoorziening in Diensten (SIID) (Structural Information Provision on Innovation in Services). Strategy, Research & International Co-operation Department Directorate-General for Innovation.
创建时间:
2024-12-06



