Base de Dados Geoespaciais do Córrego da Telha (2023): dados vetoriais e produtos fotogramétricos do Projeto Morro de Vontade
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Descrição Este conjunto de dados reúne a Base de Dados Geoespaciais Vetoriais do Córrego da Telha, produzida em 2023 no âmbito do Projeto Morro de Vontade, e os produtos fotogramétricos e dados de apoio empregados em sua elaboração e em aplicações interdisciplinares de Engenharia. A área de estudo corresponde à comunidade do Córrego da Telha, localizada no bairro de Passarinho, município do Recife, Pernambuco, Brasil. A região apresenta ocupação urbana adensada, relevo acidentado e condições de vulnerabilidade socioambiental características de diferentes áreas de morro da cidade. O Projeto Morro de Vontade foi desenvolvido com apoio do Edital FACEPE nº 21/2022 — Apoio a Projetos de Prevenção, Preparação e Mitigação de Desastres Decorrentes de Precipitações Intensas, Processo nº APQ-1543-3.07/22. O projeto envolveu equipes das áreas de Cartografia, Recursos Hídricos, Saneamento Ambiental, Geotecnia e Computação, com o propósito de integrar dados e métodos destinados ao planejamento de águas pluviais, à caracterização territorial e ao desenvolvimento de estudos técnicos na comunidade. Base cartográfica vetorial O principal produto disponibilizado é a Base de Dados Geoespaciais Vetoriais do Córrego da Telha, armazenada no arquivo BDGV_Corrego_Telha_v4.gpkg. A base foi produzida e estruturada em 2023, tendo como principal referência espacial o ortomosaico resultante do levantamento aerofotogramétrico realizado em dezembro de 2022. A produção das feições foi realizada no QGIS por meio de aquisição de dados geoespaciais vetoriais pela técnica de digitalização manual em tela. O procedimento compreendeu a identificação, a delimitação, a classificação e a estruturação dos objetos geoespaciais interpretáveis nos produtos fotogramétricos, complementados, quando aplicável, por informações coletadas em campo. A base cartográfica foi elaborada com nível de detalhamento compatível com a escala de referência 1:1.000. Sua organização considerou as categorias, as classes, as primitivas geométricas e os atributos definidos pela Especificação Técnica para Estruturação de Dados Geoespaciais Vetoriais — ET-EDGV. As regras de representação e construção das geometrias tiveram como referência a Especificação Técnica para Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais — ET-ADGV. As especificações foram adaptadas às características da área de estudo e às necessidades das equipes participantes do Projeto Morro de Vontade. Dessa forma, a base inclui tanto classes previstas nas especificações nacionais quanto atributos e elementos complementares definidos para representar objetos de interesse hidrológico, geotécnico, sanitário, urbano e ambiental. As camadas contemplam feições relacionadas, entre outras, às seguintes categorias: edificações e demais elementos construídos; sistema viário e acessos; drenagem superficial; energia e infraestrutura urbana; vegetação e cobertura do solo; relevo; estruturas de contenção; elementos de interesse hidrológico e geotécnico; pontos de investigação e observações de campo. As geometrias são acompanhadas por atributos destinados à identificação, à classificação e à caracterização das feições. O controle de qualidade incluiu verificações geométricas, topológicas e semânticas, como análise de geometrias inválidas, duplicidades, sobreposições ou lacunas indevidas, descontinuidades, preenchimento de atributos e compatibilidade dos valores registrados com as classes representadas. A disponibilização da base em formato GeoPackage busca preservar, em um único arquivo interoperável, as camadas vetoriais, seus atributos, as geometrias e o sistema de referência espacial. Produtos fotogramétricos e dados auxiliares Além da base vetorial, o depósito contém produtos fotogramétricos e dados de apoio utilizados no projeto, organizados como arquivos auxiliares. O conjunto compreende: ortomosaico referente ao levantamento realizado em dezembro de 2022; Modelo Digital de Superfície referente ao levantamento de dezembro de 2022; Modelo Digital do Terreno referente ao levantamento de dezembro de 2022; pontos de controle utilizados no apoio geodésico e no processamento fotogramétrico; ortomosaico referente à campanha realizada em março de 2025; Modelo Digital de Superfície referente à campanha de março de 2025; Modelo Digital do Terreno referente à campanha de março de 2025. Os produtos de 2022 constituíram as principais referências para a produção da base cartográfica vetorial em 2023. Os produtos resultantes da campanha de 2025 são disponibilizados como dados complementares, destinados a pesquisas posteriores e a possíveis análises multitemporais. A inclusão dos produtos de 2025 não altera a referência temporal da base vetorial. As feições contidas no arquivo BDGV_Corrego_Telha_v4.gpkg representam predominantemente as condições identificadas no levantamento de dezembro de 2022 e foram adquiridas, organizadas e estruturadas durante o ano de 2023. O ortomosaico de 2022 apresenta tamanho de pixel aproximado de 3 cm. O Modelo Digital de Superfície foi gerado com tamanho de célula aproximado de 10 cm, enquanto o Modelo Digital do Terreno possui tamanho de célula de 50 cm. Esses valores representam a resolução espacial nominal das grades e não devem ser interpretados diretamente como medidas de acurácia posicional. Os dados encontram-se referenciados ao Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas — SIRGAS2000, na projeção Universal Transversa de Mercator — UTM, fuso 25 Sul. Recomenda-se que o sistema de referência e as demais propriedades sejam verificados nas informações internas de cada arquivo antes de sua integração com outras bases geoespaciais. Estrutura do depósito O depósito está organizado nos seguintes componentes: BDGV_Corrego_Telha_v4.gpkg: base cartográfica vetorial do Córrego da Telha; README.md: documentação geral do conjunto de dados; LICENSE.txt: condições de licenciamento e reutilização; CITATION.cff: informações estruturadas para citação; Dados_auxiliares.zip: produtos fotogramétricos e pontos de apoio disponíveis. Referência temporal As datas relevantes para a interpretação do conjunto são: levantamento aerofotogramétrico principal: dezembro de 2022; produção e estruturação da base cartográfica vetorial: 2023; levantamento aerofotogramétrico complementar: março de 2025; publicação do conjunto de dados no Zenodo: 2026; versão inicial do conjunto: 1.0. A distinção entre essas datas é importante porque o ano de aquisição das imagens, o período de produção da base vetorial e o ano de publicação do conjunto de dados correspondem a diferentes etapas da linhagem dos produtos. Possibilidades de utilização O conjunto de dados pode subsidiar pesquisas, atividades de ensino e aplicações técnicas relacionadas a: planejamento de águas pluviais; caracterização de áreas urbanas de encosta; representação da drenagem superficial; delimitação de áreas de contribuição; identificação de edificações e superfícies de cobertura; estudos de uso e cobertura do solo; geração de mapas de declividade, hipsometria e direção de fluxo; elaboração de perfis topográficos; planejamento de levantamentos e investigações de campo; estudos geotécnicos preliminares; planejamento urbano e ambiental; desenvolvimento e avaliação de metodologias de aquisição vetorial; ensino e pesquisa em Cartografia, Fotogrametria, Geoprocessamento e Engenharia; comparação multitemporal entre os levantamentos de 2022 e 2025. Os arquivos constituem insumos cartográficos e geoespaciais para estudos técnicos. Sua utilização não substitui levantamentos topográficos ou geodésicos específicos, investigações geotécnicas de campo, ensaios, inspeções ou dimensionamentos realizados por profissionais e equipes especializadas. Limitações A base vetorial foi produzida principalmente por interpretação visual e digitalização manual sobre o ortomosaico. Consequentemente, sua completude e sua acurácia temática dependem da visibilidade, da resolução, da qualidade radiométrica e da possibilidade de identificação das feições nas imagens. Objetos encobertos por vegetação, sombras, coberturas, projeções ou outras obstruções podem não ter sido representados ou podem apresentar delimitação aproximada. Elementos subterrâneos, componentes não aparentes dos sistemas de drenagem e informações não observáveis diretamente nas imagens não devem ser considerados integralmente representados. A escala de referência 1:1.000 aplica-se principalmente à base cartográfica vetorial. A ampliação visual dos dados em ambiente SIG não aumenta sua acurácia nem assegura compatibilidade com aplicações que exijam maior nível de detalhamento. Os produtos fotogramétricos possuem características e fontes de incerteza próprias, relacionadas à aquisição das imagens, ao apoio geodésico, à geometria do levantamento, ao processamento, à classificação, à filtragem, à interpolação e à rasterização. O tamanho do pixel, o tamanho da célula e a densidade dos dados não correspondem diretamente à acurácia posicional. Os produtos referentes a 2022 e 2025 foram obtidos em campanhas distintas. Sua utilização em análises multitemporais deve considerar possíveis diferenças entre sensores, planos de voo, cobertura, resolução, densidade de informação, procedimentos de processamento e acurácia posicional. Reutilização e ciência aberta A disponibilização deste conjunto busca favorecer a transparência, a rastreabilidade, a interoperabilidade, a reutilização e a reprodução dos procedimentos empregados no Projeto Morro de Vontade. Os dados podem ser utilizados em pesquisas acadêmicas, atividades de ensino, desenvolvimento metodológico e aplicações técnicas, desde que sejam observadas as limitações documentadas, as condições estabelecidas no arquivo LICENSE.txt e a devida citação do conjunto de dados. Recomenda-se que os produtos derivados indiquem: o conjunto de dados utilizado; a versão consultada; a data de acesso; os arquivos efetivamente empregados; os procedimentos adicionais de processamento; as alterações realizadas; as limitações relacionadas à finalidade de utilização. O identificador persistente deste conjunto é: https://doi.org/10.5281/zenodo.21501073 Como citar este conjunto de dados Ao utilizar total ou parcialmente os arquivos deste depósito, cite o conjunto de dados da seguinte forma: PASSOS, Joel Borges dos; SATO, Simone Sayuri; SILVA, Max Tanillo Alves de Holanda e; ARAÚJO JUNIOR, Waldson Lemos; JESUS, Jailson Cerqueira de; RODRIGUES, João Paulo de Santana; FRANÇA, Leandro Luiz Silva de; GAVAZZA, Sávia. Base de dados geoespaciais do Córrego da Telha (2023): dados vetoriais e produtos fotogramétricos do Projeto Morro de Vontade. Versão 1.0. Zenodo, 2026. Conjunto de dados. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.21501073. Citação no texto citação narrativa: Passos et al. (2026); citação entre parênteses: (Passos et al., 2026). A citação do conjunto de dados não substitui a citação do artigo metodológico associado. Quando a metodologia de aquisição, estruturação ou controle de qualidade for empregada ou discutida, recomenda-se citar também o artigo científico correspondente. Autoria e contexto institucional O conjunto de dados possui os mesmos autores do artigo metodológico associado: Joel Borges dos Passos; Simone Sayuri Sato; Max Tanillo Alves de Holanda e Silva; Waldson Lemos Araújo Junior; Jailson Cerqueira de Jesus; João Paulo de Santana Rodrigues; Leandro Luiz Silva de França; Sávia Gavazza. A base cartográfica e os produtos relacionados foram desenvolvidos no contexto do Projeto Morro de Vontade, com participação do Grupo de Cartografia da Universidade Federal de Pernambuco e das demais equipes interdisciplinares do projeto. O financiamento foi concedido pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco — FACEPE, por meio do Processo nº APQ-1543-3.07/22.



