A PRÉ-HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
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RESUMO O objetivo deste estudo é pesquisar em torno da origem da Educação, da Escola, da Sala de Aula e da figura do professor nas sociedades primitivas e tribais. Faz-se aqui uma referência ao Vale de Neander, na Alemanha, onde foram encontrados vestígios fósseis dos neandertais. A intenção é apenas filosofar em torno de uma época bem recuada no passado, refletindo racionalmente sobre a comunicação e a necessidade prática do ser humano de transmitir seus conhecimentos. Isto nos remete ao professor e ao espaço físico da sala de aula onde ocorre o processo ensino-aprendizagem presencial. O fato que se coloca como óbvio é que a sala de aula recua a tempos imemoriais. Portanto, em vista disso, neste estudo, foi escolhida a figura do Hommo Sapiens Neanderthalensis como protagonista da pesquisa. Esta estratégia vai servir como suporte para os argumentos sobre a origem da sala de aula e do professor na pré--história. Palavras-chave: Educação, Professor, Pedagogia A ORIGEM DA EDUCAÇÃO, DA SALA DE AULA E DO PROFESSOR Nesta pesquisa sobre a origem da sala de aula e do professor, considera-se que há 70 mil anos havia escola no Vale de Neander, na Alemanha, havia sala de aula e professor. A figura do professor não foi uma invenção moderna, mas já existia há 400 mil anos entre os heidelbergensis, na Europa, na Ásia e na África. A função que o professor universitário exerce na sala de aula do prédio da Unifesp, em São Paulo, neste ano de 2023, lecionando aos alunos do curso superior as temáticas da pedagogia geral de Paulo Freire, é a mesma que o professor primitivo exercia na sala de aula das cavernas do Vale de Neander e em outras regiões da Europa, há 40 mil anos, ensinando as temáticas da arte da caça, a linguagem ritualística e as táticas de defesa que se deveria utilizar na guerra contra os Homens de Cro-Magnon. Mais ainda, o professor primitivo estaria empolgado com a missão pedagógica de ensinar aos indivíduos mais jovens do grupo os conhecimentos, as competências e as habilidades de sobrevivência, com a intenção explicita de garantir-lhes o desenvolvimento integral possível na época. Essa intenção era consciente e investida da mesma preocupação que hoje a BNCC propõe que nas escolas seja oferecido ao aluno o desenvolvimento integral durante todas as etapas do Ensino Básico. Seria um erro achar que a preocupação atual colocada nos documentos oficiais da Educação das gerações é superior aos cuidados pedagógicos que os neandertais tinham com as suas gerações. A geração atual herdou das gerações que a antecederam as preocupações com o ensino e a transmissão do conhecimento. A meta de Sócrates era ensinar os indivíduos a pensar. Rousseau, Piaget e Paulo Freire tinham a mesma meta. Essa meta é ancestral. Dir-se-ia aqui que a preocupação da BNCC não é superior ao cuidado que os povos primitivos tiveram com o desenvolvimento integral das suas crianças. Assim como Paulo Freire não era mais preocupado com a educação do que Sócrates o foi na Grécia antiga, também é óbvio que Piaget pesquisou os caminhos da construção do conhecimento com a mesma intensidade que os neandertais pesquisaram as singularidades da linguagem falada e desenhada. A preocupação que a BNCC tem com o ensino e a transmissão do conhecimento é a mesma que os primitivos tinham nas salas de aula das cavernas. A BNCC não é mais preocupada com o desenvolvimento integral do aluno, do que o foi o professor Neandertal nos tempos primitivos da humanidade. Enfim, se Paulo Freire não foi mais e nem menos preocupado com a Educação do que Sócrates o foi na Grécia antiga, na mesma sequência dir-se-ia que a BNCC não é mais preocupada com o desenvolvimento integral do cidadão do que o foi o professor Neandertal na Europa. No entanto, antes de passar a outras reflexões sobre o temo da Educação nos tempos pré-históricos, afirma-se que as cavernas dos neandertais, em toda a Europa e no Oriente Médio, serviam também como salas de aula. Num pensamento ainda mais ousado, acredita-se que em alguns casos as cavernas onde as pinturas rupestres foram encontradas serviram apenas como salas de aula e não como habitação. O QUADRO NEGRO DOS POVOS PRÉ-HISTÓRICOS As pinturas rupestres nas paredes das cavernas com cenas da vida cotidiana eram lousas onde o professor primitivo daquela época ensinava a caça, a religião e os costumes aos seus alunos. De acordo com o que vemos na figura 1 (acima), pode-se afirmar que o homem primitivo, utilizando a linguagem do desenho (já em voga na época) teria intencionalmente desenhado ou mandado algum artista desenhar as pinturas rupestres na parede da caverna com o objetivo de utilizá-las como suporte pedagógico importante no desenvolvimento do plano de aula da disciplina de sobrevivência, a fim de tornar o assunto mais verossímil e atrativo aos aos membros da comunidade. Essa estratégia do professor primitivo seria igual a do professor Unifesp que aproveita a tecnologia digital disponível e projeta seus vídeos no telão da sala de aula com o...
创建时间:
2023-12-16



