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Distribuição espacial das atividades e de grupos relacionados a capacidades e a variedades de fontes de inovação no Brasil em 2019

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DataCite Commons2025-06-01 更新2024-08-18 收录
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A base de dados apresenta uma classificação empírica do padrão de interatividade entre agentes e atividades em escala municipal e que podem expressar a combinação de capacidades, fontes de inovação, aprendizagem e desenvolvimento em bases municipais. A caracterização foi feita utilizando-se tipologia elaborada por Robinson <em>et al.</em> (2003), derivada da classificação de padrões de inovação para a produção industrial desenvolvida por Pavitt (1984) e da tipologia sobre inovação em serviços elaborada por van Ark, Broersma e Den Hertog (2003). Trata-se de uma classificação que considera a “crucial dependência da relação entre os insumos (relacionamento com o fornecedor), a empresa cliente ou consumidor final (relacionamento com o cliente) e a natureza da inovação processada dentro da própria empresa” (Robinson <em>et al.,</em> 2003, p. 62). A tipologia se baseia na caracterização dos grupos de atividade econômica e do papel desempenhado por cada um deles como fontes de inovação, envolvendo a identificação de atividades que comportam capacidades distintas para impulsionar a interação e a cumulatividade na relação entre processos produtivos e inovações. A tipologia comporta nove grupos de atividades econômicas: a) atividades nas quais as inovações são amplamente dependentes de produtos dominados pelo fornecedor; b) atividades nas quais as inovações são baseadas, sobretudo, na intensificação da escala; c) atividades que fornecem bens industriais especializados; d) atividades nas quais as inovações são baseadas, sobretudo, na ciência; e) serviços dominados pelo fornecedor; f) atividades nas quais predominam fornecedores de serviços especializados; g) serviços nos quais se destacam inovações organizacionais; h) atividades nas quais as inovações são impulsionadas por demandas de clientes; e I) serviços de organização tipicamente não mercantil. Adotou-se a variável “número de pessoas ocupadas” como <em>proxy</em> para se inferir a dimensão das combinações espaciais entre essas atividades. As informações se originam dos microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) relativas ao ano de 2019 e foram agregadas nos termos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE versão 2.0) em 672 classes de atividades (variáveis A_01.11-3 à A_99.00-8). Essas variáveis, em cada um dos 5568 casos (municípios) (V1), formam classificadas e os seus valores agregados nos nove grupos de atividades citados. Dessa agregação resultaram nove novas variáveis (<em>BDF, IIE, IPE, IBC, SDF, FSE, SBI, CDS, SNM</em>) para cada caso. Elas compõem a matriz de informações que, submetida as manipulações algébricas necessárias ao cálculo dos respectivos quocientes de locacionais <em>(QL_BDF, QL_IIE, QL_IPE, QL_IBC, QL_SDF, QL_FSE, QL_SBI, QL_CDS e QL_SNM) </em>permitiu inferir a dimensão da especialização de cada município em relação em cada um dos nove grupos de atividades, produzindo-se uma matriz de 9 (QLs) por 5.568 municípios (casos). Os quocientes de locacionais (QL) que compõem essa nova matriz foram padronizados e submetidos às técnicas de análise estatística capazes de captar o relacionamento espacial entre os indicadores de especialização municipal, cuja técnica de agrupamento é detalhadamente descrita em Monteiro (2022). Assim a cada municípios (V1) pode então ser apresentado em agrupamentos disjuntos e complementares que contam com o maior grau de homogeneidade interna possível (PDR), revelando padrões espaciais que captam manifestações aparentes de diferentes arquétipos relativos às articulações espaciais entre agentes, capacidades e fontes de inovação, além de explicitar os potenciais de inovação endógenos e a existência de grandes diferenças entre eles. <br> Monteiro, M. D. A. (2022). Capacidades endógenas, trajetórias tecnológicas e planos corporativos: limites a estratégias de desenvolvimento para a Amazônia. Revista Brasileira de Inovação, 21. PAVITT, K. Sectoral patterns of technical change: towards a taxonomy and a theory. Research Policy, Amsterdam, v. 13, n. 6, p. 343-373, 1984. ROBINSON, C. et al. Industry structure and taxonomies. In: O’MAHONY, M.; VAN ARK, B. (Org.). EU productivity and competitiveness: an industry perspective. Can Europe resume the catching-up process? Luxembourg: Office for Official Publications of the European Communities, 2003. p. 37-71. van Ark, H. H., Broersma, L., &amp; den Hertog, P. (2003). Services innovation, performance and policy: A review, synthesis report in the framework of the project Structurele informatievoorziening in Diensten (SIID) (Structural Information Provision on Innovation in Services). Strategy, Research &amp; International Co-operation Department Directorate-General for Innovation.
提供机构:
figshare
创建时间:
2023-05-21
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