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GAPCORE: A Reproducible Audit Trail for Testing Agency vs. Constraint Language (PT–EN, Gutenberg)

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Zenodo2026-01-08 更新2026-05-26 收录
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https://zenodo.org/doi/10.5281/zenodo.18190039
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Este depósito contém um arquivo ZIP com toda a trilha de trabalho gerada no Carnets (iOS) durante uma investigação de linguagem conduzida com um objetivo bem específico: testar, com o máximo de honestidade possível, se certos sinais linguísticos associados a “responsabilidade/agência” versus “pressão/inevitabilidade/contexto” aparecem de forma diferente em uma condição chamada EVENT, quando comparada a controles.   A proposta é simples de explicar, mas difícil de executar sem cair em autoengano: quando um texto descreve um “evento” (algo acontecendo, uma decisão, uma ação), ele tende a usar mais marcas do tipo “eu escolhi / eu decidi” (agência), ou mais marcas do tipo “não podia / tive que / sem escolha / had to / no choice / couldn’t / was forced” (inevitabilidade e pressão), ou ainda marcas mais amplas de contexto (“por causa de”, “porque”, justificativas, molduras narrativas)?   O conteúdo do ZIP não é apenas “resultado final”. Ele inclui também os erros, correções, ajustes, versões intermediárias e relatórios, porque o valor científico aqui não está em vencer uma discussão, mas em deixar claro como se tentou separar sinal de ruído. Em outras palavras: este depósito é, ao mesmo tempo, um conjunto de análises e um registro de um caminho metodológico que tenta ser sóbrio, replicável e anti-partidarismo.     O que você vai encontrar no ZIP (em linguagem do dia a dia)     Pastas OUT_GAPCORE_Vxx_* contendo: tabelas .csv com métricas e resultados, relatórios .md explicando o que foi feito em cada versão, metadados .json com configurações e parâmetros, alguns gráficos .png quando aplicável.   Comparações entre EVENT e condições de controle (ex.: TIMESHIFT, REVERSE, BLOCK, e em algumas versões PLACEBO), com estratégias para evitar “comparações injustas”. Testes em diferentes escalas: por janela/documento (mais granular e mais sensível, mas também mais sujeita a ruído), por livro (mais duro e mais importante para robustez — se um efeito é real, deve aparecer com alguma consistência entre livros).         O que foi feito para evitar engano (as “travessas de segurança”)     Ao longo das versões, a análise foi ficando mais rigorosa. Alguns exemplos do tipo de cuidado aplicado:   Pareamento por posição: em vez de comparar trechos aleatórios, tentou-se comparar janelas equivalentes por posição, reduzindo o risco de “um lado” pegar sempre começo de capítulo e o outro pegar sempre diálogo, por exemplo. Ajuste por proxy de estilo: em várias versões se tentou descontar efeitos de “estilo” (por exemplo, usando uma feature como conj quando fazia sentido), para separar melhor o que parece “estrutura de texto” do que parece “conteúdo semântico”. Separação por idioma (PT vs EN): ao perceber que misturar idiomas cria falsos sinais (ou apaga sinais reais), foram feitas análises separadas (PT_ONLY, EN_ONLY) e comparações/“interações” entre idiomas. Replicação por livro e testes exatos: quando possível, foi usado um teste por livro (com permutação exata por sinais), que é mais “caro” e mais conservador, porém muito mais honesto para dizer se algo se sustenta fora de um único texto. Controle de múltiplas comparações (FDR): ao testar várias features, foi aplicada correção para reduzir a chance de “achar um p pequeno por sorte”.       O que deu certo (acertos reais)     Rastreabilidade total: cada etapa gerou arquivos e logs, e o caminho pode ser auditado. Evolução de rigor: quando um sinal surgia, em vez de “comemorar”, ele era empurrado para testes mais difíceis (por livro, por idioma, com controles). Aprendizado técnico documentado: bugs e inconsistências aconteceram (como acontece em pesquisa real), mas foram corrigidos com diagnósticos e versões subsequentes — e isso está registrado.       O que deu errado (e por que isso é ciência, não vergonha)     Alguns sinais que pareciam promissores em análises mais “leves” ficaram fracos ou instáveis quando: aumentamos o número de livros, separamos por idioma, exigimos consistência por livro, aplicamos correções múltiplas.       Isso é exatamente o tipo de filtro que diferencia “resultado chamativo” de “resultado confiável”. Um efeito que não aguenta controles pode significar:   que o efeito real é pequeno, que o dicionário de palavras/expressões ainda está cru (muita ambiguidade), que o fenômeno depende muito de gênero literário, narrador, época, estilo, ou que a definição operacional de “EVENT” precisa ser refinada.     Em vez de esconder essas quedas de efeito, este depósito preserva o caminho inteiro, porque isso ajuda o leitor a entender um ponto central: a busca pela verdade geralmente é uma sequência de “quase”, ajustes e decepções úteis — e não uma linha reta de confirmações.     Onde estamos e o que ainda estamos procurando     O estado atual sugere um quadro mais sóbrio:   O que parecia ser um “sinal geral de agência versus contexto” tende a ficar frágil sob replicação forte. O que aparece com mais frequência são sinais ligados a inevitabilidade/pressão (especialmente quando o dicionário foca em expressões mais diretas), mas ainda assim há sensibilidade ao idioma, ao conjunto de livros e ao desenho do controle.     O próximo passo natural (e explicitamente buscado) é reforçar a parte mais “limpa” da medição:   privilegiar expressões (bigrams/trigrams) em vez de palavras isoladas, reduzir termos ambíguos, separar por gênero/estilo quando possível, e continuar exigindo replicação por livro e validação fora da amostra.       Por que isso pode ajudar o mundo científico     Este trabalho não é “um resultado para ganhar discussão”. É um exemplo de ferramenta e atitude:   ferramenta, porque organiza um pipeline que tenta medir conceitos difíceis (agência, pressão, contexto) com controles progressivamente mais rigorosos; atitude, porque documenta o processo real: falhas, correções, limites e tentativas de replicação.     Se calibrada e expandida (dicionários melhores, controles mais fortes, validação externa), essa abordagem pode contribuir para:   estudos de linguagem e atribuição de responsabilidade (psicologia, linguística, ciência política, direito), análise de narrativa e moralidade em literatura, auditoria de modelos e prompts (como diferentes molduras linguísticas empurram interpretações de culpa/necessidade), e, principalmente, para um modelo de pesquisa que troca “certeza por torcida” por “certeza por teste”.       Autoria, transparência e verificação     Autor/organizador: Tiago Felippe. Este depósito inclui um ZIP arquivado com trilha completa do trabalho. Para integridade, recomenda-se publicar na descrição o hash do arquivo (SHA256) já calculado no ambiente Carnets, permitindo que qualquer pessoa verifique que o ZIP baixado é o mesmo do depósito.   O objetivo final não é “provar a qualquer custo”, mas deixar claro o que os dados sustentam hoje e o que ainda precisa ser melhorado — com respeito ao leitor e sem partidarismo: a verdade, aqui, é definida como aquilo que resiste a testes cada vez mais duros.   Licença: CC BY 4.0 (atribuição a Tiago Felippe). SHA256 do ZIP (verificação de integridade):fecf7724e2758162f393e55b97ac85df17ceb7beaa3cdc0c43055a29724b76a1
提供机构:
Zenodo
创建时间:
2026-01-08
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